segunda-feira, 6 de abril de 2015

Velhas Roseiras



Velhas Roseiras 
 Eu já tive milhares de companheiros e colegas.
 Dentre eles, fiz centenas de bons amigos.
 Mas nem todas as amizades duraram. 

Algumas pareciam sólidas como rochas,
 mas não resistiram aos tempos e às circunstâncias.
 Assim sobraram poucos amigos de infância,

 pouquíssimos amigos de escola,
 poucos amigos de adolescência,
 poucos amigos de juventude. 

 E pensar que a gente brincava todos os dias, 
via-se todos os dias e não saia da casa um do outro... 
 De repente, outros afetos, outros amigos,
 outros interesses, outro tipo de vida,
 longos anos de distância e mil preocupações
 da vida nos afastaram totalmente.

Agora não sei onde andam e os que 
vejo aqui e acolá são amigos de 
"Bom dia"... Mas nada acontece. 
A gente se respeita e se admira, mas a amizade de infância,
 de juventude não volta.

Mudaram eles ou mudei eu? 
 Ou foi a vida que nos mudou a todos? 
 Restam algumas amizades fiéis que resistem a tudo... 
 O que sei é que fiz muitos amigos
 e não conservei aquelas amizades.

 De bons amigos que éramos, 
somos hoje bons conhecidos que 
se saúdam de passagem e se respeitam.
 Às vezes nem isso.
 Crescemos e nossa amizade ficou lá no passado.

 E eu digo a mim mesmo: 
 "Feliz o homem que sabe cultivar sua roseira!
 Talvez não seja tarde... 
 Roseiras velhas também
 produzem rosas lindas e viçosas.
 Basta recultivá-las..."

(Autoria: Padre Zezinho)
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